Atenção

Melodramatismo é um dos meus apelidos, mas, depois de pensar bem nas coisas, admito-o e guardo o que é bom e transformo o mau em lições. Como nos relacionamentos, por exemplo. Estou sempre a queixar-me de todos os relacionamentos que tive, mas, na verdade, não foram assim tão maus. As mensagens de bom dia, as de boa noite, as de "como estás?", ocasionalmente um jantar ou uma ida ao cinema, os pequenos e mais importantes momentos de carinho, este e aquele detalhe. Falo isto de todo o tipo de relacionamentos que tive, desde o namorado ao "fuck friend". Sempre fui um bocado mimada no que toca à atenção que eles me dão.
Mas eis que chega aquele de quem realmente quero atenção (não digo para estar em contacto a toda a hora, não mesmo, nem tenho paciência para isso e tenho mais em que me concentrar; digo preocupar-se de vez em quando, pensar em mim de vez em quando, ter curiosidade de vez em quando), e tudo o que recebo é o amargo sabor a indiferença.
Talvez tenha mantido relações sempre com o mesmo tipo de pessoas e esta é demasiado diferente.
Talvez não estejamos preparados para mais nada do que duas noites no paraíso.
Talvez esteja a ser melodramática e mimada.
Talvez esteja só a enlouquecer.

Mas antes de tudo, tinhamos uma amizade, e acho que era suposto preservar-se isso.

Com um bocadinho de menos amor e um bocadinho mais de frieza,
Mi.

Charme

Não sei o que se passa na minha cabeça, mas nada de bom é. Onde quer que vá existe um moreno charmoso. E para complicar têm sempre aquele sorriso rasgado que me faz querer ter a sua companhia para o resto do dia, da noite e quem sabe até na manhã seguinte. A verdade é que sempre preferi morenos, mas fogo quando é que eles se tornaram tão charmosos? É que eu não me apercebi disso! Depois quando dou por mim já é tarde demais! Lá está aquele sorriso, aquela forma brincalhona de falar, a forma como dizem o meu nome e pronto! Torno-me toda sorrisinhos e o meu dia torna-se melhor!

Hoje estava eu a falar com o tal moreno quando ele me diz que anda à procura de quarto (vida de estudante é assim), pergunta-me quanto pago, falamos dos preços, das contas, falamos em geral. Não é que de repente pergunta-me o que aconteceria se metesse outra cama no meu quarto e o quisesse partilhar, respondi-lhe na brincadeira que podíamos guardar segredo que ninguém tinha de saber. Proposta tentador disse ele com um sorriso gigante, as despesas diminuíam e tal ficávamos todos feliz. 

E foi nesta altura que desejei agarra-lo e leva-lo para casa! Será que posso?


Com desejo, Ri*.